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domingo, 13 de julho de 2014

Copa do Mundo 2014: Alemanha x Argentina



Neste domingo (13), se enfrentaram pela grande final da Copa do Mundo 2014, as seleções de Alemanha e Argentina no estádio do Maracanã na cidade do Rio de Janeiro. Em partida realmente foi uma decisão nervosa, equilibrada e muito disputada, com uma Argentina marcando forte e a Alemanha dominando a posse de bola e martelando incessantemente no ataque, ainda que sem grande precisão.

No fim, porém, a melhor campanha da segunda Copa realizada no Brasil foi coroada com o título, o primeiro de uma seleção europeia em um Mundial disputado num país sul-americano. A conquista veio apenas no segundo tempo do tempo extra, com um golaço marcado por Mario Götze: 1 a 0.
Com o resultado a Alemanha conquista o tetra campeonato e se iguala a Itália com quatro títulos. Os outros títulos da Alemanha aconteceram nos anos de 1954, 1974 e 1990. A campanha dos alemães teve seis vitórias e um empate.


Bola na trave e gol anulado na etapa inicial:

A Alemanha teve um problema de escalação de última hora, quando Khedira sentiu uma fisgada na panturrilha direita durante o aquecimento, obrigado Löw a escalar Kramer, jogador do Borussia Mönchengladbach. A Alemanha deu a saída de bola e mostrou desde cedo maior iniciativa ofensiva, trocando passes de pé em pé diante de uma Argentina armada defensivamente para explorar contra-ataques, com mais objetividade.

E foram os argentinos que chegaram com perigo pelo primeira vez, justamente em um contra-ataque veloz, aos três minutos. Lavezzi ganhou na disposição de Hummels na direita, e após errar passe viu a bola sobrar com o centroavante Gonzalo Higaín. O jogador do Napoli bateu cruzado, rasteiro, e viu a bola passar perto do pé da trave direita de Neuer.

Aos oito minutos foi a vez de Lionel Messi aparecer pela primeira vez na partida, ao arrancar em velocidade pela ponta direita, ganhar da marcação alemã, e tentar jogada da linha de fundo.
Schweinsteiger cortou com precisão a bola que buscava Perez, postado na marca do pênalti.

Lavezzi tentando escapar dos marcadores alemães Foto: Julian Finney/Getty Images


O lado esquerdo da defesa alemã sofria com a insistência argentina no setor. Aos 10 minutos Zabaleta não encontrou dificuldades para se arriscar na ponta direita e cruzar para a grande área. A bola percorreu a trajetória sem ser incomodada, para desespero da torcida Albiceleste.

Aos 20 minutos um lance capital para a decisão: Toni Kroos, meia apontado pela Fifa como melhor jogador da competição até as semifinais, errou bisonhamente ao recuar de cabeça na intermediária. A bola caiu nos pés de Higuaín. Completamente livre, o argentino teve tempo de invadir a área, armar o corpo para a batida, mas na hora da conclusão pegou muito mal na bola. O chute saiu fraco, passando à direita do goleiro Neuer. Desespero argentino e alívio alemão.

Aos 27 minutos a Alemanha novamente arriscou boa jogada pela direita, com cruzamento de Lahm. O 'camisa '6' busca Müller, livre na área. Mas novamente o bandeirinha marca impedimento.
Novamente Higuaín viveu um drama particular. Aos 29 minutos o centroavante recebeu em posição irregular cruzamento de Lavezzi e bateu com a esquerda para vencer Neuer. No entanto o bandeirinha acertou e anulou o gol argentino, para desespero de Higuaín, que já comemorava o seu gol.

No minuto seguinte Löw foi obrigado a tirar o volante Kramer, desnorteado após receber uma ombrada na cabeça de Garay. O técnico alemão optou pela entrada do atacante André Schurrle, do Chelsea.
Apesar da forte marcação argentina, os lances mais violentos do primeiro tempo foram da equipe alemã. Schweinsteiger e Höwedes receberam cartões amarelos merecidos.

Aos 36 minutos foi a vez da Alemanha partir para o contra-ataque pela primeira vez, e Özil cruzou para Schürrle bater de primeira. Romero fez belíssima defesa, mostrando porquê a Argentina sofreu tão poucos gols no mundial. Mas novamente o bandeirinha apontou impedimento na jogada, do meia Özil.

Mascherano, um dos melhores argentinos na Copa inteira, errou na saída de bola  e deu novo contra-ataque para a equipe alemã. Müller encontrou Özil na meia lua, e o meia do Arsenal visualizou com maestria a chegada de Toni Kroos pela esquerda. Özil rolou para chute forte de Kroos. Romero agarrou o chute rasteiro aos 42 minutos.

Nos acréscimos a Alemanha chegou com o maior perigo: em cobrança de escanteio pela direita, Lahm mandou bola na cabeça de Höwedes. A cabeçada veio muito forte e explodiu na trave esquerda de Romero. No rebote bateu nos pés do impedido Thomas Müller, paralisando o lance.


Setor defensivo foi o grande destaque das duas equipes:

O segundo tempo começou com mudança na Argentina: Lavezzi deu lugar a Aguero. Logo aos 2 minutos, o time criou grande chance com lançamento em profundidade para Messi, que invadiu a área pela esquerda e bateu cruzado, mandando a bola rente à trave. O jogo ficou mais truncado, com as equipes disputando cada centímetro do gramado, cada segundo da posse de bola. As chances de gol ficaram escassas.

As faltas ficaram mais duras, e o árbitro começou a distribuir cartões amarelos em meio a discussões e provocações. Talvez pela exaustão física do Mundial, os erros ficaram mais comuns. Aos 26 minutos, por exemplo, Schurrle recebeu em grande condição entre a zaga argentina e dentro da área após troca de passes na intermediária, mas adiantou demais e deixou fácil para a saída de Romero.

A segunda etapa foi com as duas defesas indo muito bem na marcação Foto: Getty Images


Alejandro Sabella tirou Higuaín aos 32 minutos e colocou Palacio para tentar agitar o ataque argentino, mas foi à Alemanha que passou a chegar mais na frente. Aos 37min, Schurrle recebeu lançamento na ponta direita, invadiu a área e rolou para o meio, onde Kroos chegou batendo forte, mas a bola foi para fora. Joachim Low fez a segunda alteração com Götze no lugar do exausto Klose. Aos 47 minutos, ele recebeu bola em contra-ataque, mas se precipitou e chutou de longe, rasteiro e fraco. A partida foi para a prorrogação.

Gotze fez um belo gol e deu o Tetracampeonato para a Alemanha:

Logo no primeiro minuto da prorrogação, os alemães assustaram os Hermanos. Schürrle chutou forte da entrada da área e Romero fez mais uma grande defesa para evitar.
A Argentina devolveu aos sete minutos. Palacio recebeu bola livre na entrada da área, mas tentou encobrir Neuer e mandou para fora.

Mario Gotze comemorando o gol do titulo que deu o tetra para a Alemanha Foto: Ian MacNicol/Getty Images


Mas, aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação, finalmente a bola entrou pra valer. Após lançamento pela esquerda, Gotze invadiu a área e tocou no canto esquerdo de Romero, que desta vez nada pode fazer. Foi o gol que garantiu o quarto título de Copa do Mundo para a Alemanha.

Alemanha conquista seu quarto titulo mundial, depois de 24 anos Foto: Martin Rose/Getty Images



Ficha Técnica

Alemanha: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels, Howedes; Kramer (Schurrle Min. 32), Schweinsteiger, Kroos; Ozil (Mertesacker Min. 120), Muller; Klose (Gotze Min 88).
Técnico: Joachim Low

Argentina: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay, Rojo; Mascherano, Biglia, E. Perez (Gago Min.86); Lavezzi (Aguero Min. 46), Messi, Higuaín (Palacio Min. 78).
Técnico: Alejandro Sabella

Gol: 1 – 0 Min. 113 Gotze
Estádio: Maracanã/Rio de Janeiro
Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)
Cartões Amarelos: Schweinsteiger (Min. 29), Howedes (Min. 34), Mascherano (Min. 64), Aguero (Min. 65)
Público: 74.738

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Copa do Mundo 2014: Holanda x Argentina



Nesta Quarta-feira (09), se enfrentaram pela semifinal da Copa do Mundo as seleções de Holanda e Argentina, no estádio Arena São Paulo na capital paulista, buscando classificação para a grande final. Em partida com forte marcação das equipes, o jogo foi para prorrogação, com duas defesas do goleiro Romero, em cobranças Vlaar e Sneijder deram para o time Albiceleste, levou os argentinos a final, depois de 24 anos.

Com o resultado a Argentina fará a grande final no próximo domingo (13), contra a Alemanha reeditando as finais de 86 e 90, no estádio do Maracanã. Já a Holanda vai disputar o terceiro e quarto lugar contra o Brasil, no sábado (12), em Brasília.


Jogo equilibrado e com poucas chances a gol:

O jogo começou extremamente equilibrado com as duas equipes saindo pouco para o ataque, mantiveram a partida mais tática, com forte marcação no meio campo, sem agressões das duas seleções que podem aproveitar um descuido de ambos. 

A equipe laranja teve sua primeira chance aos 13 minutos, o meia Sneijder aproveitou a sobra da defesa Albiceleste e mandou pra longe da meta de Romero. Os holandeses pouco saíram para o jogo e quando chegavam não conseguiam concretizar a gol. 

Holandeses e Argentinos fizeram uma primeira etapa abaixo do esperado Foto: Getty Images


O time argentino teve duas boas chances na primeira etapa, em cobrança de falta batida por Messi, o melhor do mundo bateu tirando do goleiro Cillessen que fez ótima defesa. Em seguida Lavezzi cobrou escanteio da esquerda e Demichelis livre cabeceou pra fora a chance do time argentino.
A etapa inicial teve poucos chutes a gol na partida, a boa marcação está sendo a boa arma das duas equipes que pouco fizeram.


As duas equipes mantiveram os placares zerados na etapa final:

A Holanda ficou a maior parte da partida com a bola no segundo tempo, invertendo o panorama do primeiro tempo. Enquanto Robben, ainda que timidamente, aparecesse mais para a partida, Messi acabou ficando preso de vez à forte marcação do time laranja, o que fez a sua presença praticamente não ser notada. Apesar disso, Romero não precisou trabalhar, já que Van Persie não teve oportunidades para finalizar.

Aos 38 minutos da etapa final, Rojo resolveu arriscar de longe e Cillessen não teve dificuldades para defender. Mesmo sendo um lance inexpressivo, foi uma das poucas tentativas de surpreender o time adversário. Nem o campo molhado foi capaz de mudar o ritmo do jogo e as equipes, aparentemente com medo de perder.

Messi tentando escapar da forte marcação do time larranja Foto: Getty Images


No final do jogo, Robben teve a oportunidade que esperou durante toda a partida, mas encontrou um dos melhores em campo, Mascherano, no seu caminho. Depois de um belo passe de Sneijder, o meia atacante invadiu a área com tranquilidade e armou o chute que poderia dar a vitória, mas o volante argentino, cirúrgico, travou na hora exata. O lance definiu o empate no tempo normal, que mostrou dois times bem armados, mas pouco objetivos.


Prorrogação amarrada e com decisão de pênaltis:

Na prorrogação seguiu com o mesmo estilo de jogo adotado nas duas etapas. A Argentina teve nos pés duas chances, mas desperdiçou ambas. A primeira com Palacio invadiu a área livre, mas perdendo o tempo de bola e tentando uma desastrada cabeçada que parou facilmente nas mãos de Cillessen. A segunda em chute de primeira de Maxi Rodríguez após ótima jogada de Messi, que também parou no goleiro.

Nos pênaltis, Messi, Aguero, Garay e Maxi Rodríguez marcaram, e o goleiro Romero garantiu a festa argentina ao defender as cobranças de Vlaar e Sneijder

Argentinos comemorando a passagem para a final Foto: Anadolu Agency/Getty Images


Ficha Técnica:

Holanda: Cillessen, Kuyt, Vlaar, De Vrij, Martins Indi (Janmaat Min. 46), Blind; De Jong (Clasie Min. 62), Wijnaldum; Sneijder, Robben, Van Persie (Huntelaar Min. 96) .
Técnico: Louis Van Gaal

Argentina: Romero; Zabaleta, Garay, Demichelis, Rojo; Mascherano, Biglia, Pérez (Palacio Min. 81); Lavezzi (M. Rodriguez Min. 100), Messi, Higuaín (Aguero Min. 82).
Técnico: Alejandro Sabella

Gol: Não Houve (2 x 4 Pênaltis)
Estádio: Arena São Paulo/São Paulo
Árbitro: Cuneit Çakir (Turquia)
Cartões Amarelos: Martins Indi (Min. 45), Demichelis (Min. 49), Huntelaar (Min. 105)
Público: 63.267

sábado, 5 de julho de 2014

Copa do Mundo 2014: Holanda x Costa Rica

Em uma partida protagonizada pelos goleiros neste sábado (5), a Holanda conquistou a última vaga para as semifinais da Copa do Mundo. Depois de empatar por 0 a 0 com a Costa Rica nos 120 minutos de jogo, a Holanda conseguiu a classificação ao vencer a grande surpresa da Copa do Mundo por 4 a 3 nos pênaltis.

Com o resultado, a Holanda vai enfrentar a Argentina na próxima quarta-feira (9), às 17 horas, na Arena São Paulo. O vencedor da próxima partida chega à grande final da Copa do Mundo de 2014

Goleiro costa-riquenho foi o destaque na primeira etapa:

Sem ter nada a perder, a equipe da Costa Rica começou a partida valente desde cedo, contra a forte Holanda. Os primeiros minutos foram de muita movimentação, mas com poucas boas oportunidades. Depois de se estudarem, foi à vez da Holanda se impor, com mais de 65% de posse de bola. A Holanda dominou o primeiro tempo, trocando passes com paciência, diante de uma empenhada Costa Rica, defensivamente impecável.

A primeira boa chance do jogo foi holandesa. Após troca de passes em velocidade da Holanda pela direita com Robben, que aos 20 minutos rolou para Kuyt, que por sua vez achou o atacante Van Persie livre na grande área pela esquerda. O jogador do Manchester United bateu rasteiro para defesa de Navas. No rebote, Sneijder também finalizou com perigo, e novamente Navas fez boa defesa.

O sistema defensivo costarriquenho, com três zagueiros, deu espaço para os pontas holandeses. Aos 28 minutos, Bryan Ruiz saiu jogando errado e deu contra-ataque para a Holanda com Van Persie. O atacante abriu na ponta esquerda para Depay, que de primeira chutou forte e rasteiro. Novamente exigido, Navas fez grande defesa com o pé direito.

Robben tentando escapar da marcação de Umaña Foto: Getty Images


A Costa Rica levou perigo aos 33 minutos, quando Bolaños levantou na área da direita em cobrança de falta. Borges centralizou e Acosta tentou de puxeta. Van Persie ajudando na defesa tirou praticamente em cima da linha.  

A Holanda chegou com perigo em cobrança de falta ensaiada de média distância. Robben passou por cima da bola e Sneijder cobrou com categoria encobrindo a barreira da Costa Rica. Em grande fase, o goleiro Navas voou para espalmar novamente para escanteio. Atento, Navas mostrou agilidade aos 41 minutos, quando se antecipou e tirou a bola dos pés de Van Persie.


Holandeses tiveram boas chances gol, mas parou na defesa costa-riquenha:

Na segunda etapa, a Holanda seguiu dominando amplamente o duelo, mas sem as chegadas incisivas da etapa inicial. A Oranje rodava a bola de um lado para o outro, mas tinha enormes dificuldades em passar as linhas defensivas muito bem montadas pelo técnico Jorge Luis Pinto.

O ferrolho por muito pouco não foi furado aos 36 minutos, quando Sneijder bateu falta com muito veneno, longe do alcance de Keylor Navas. Para a sorte do goleiro, porém, a bola explodiu na trave, e sua zaga afastou o perigo na sobra. No lance seguinte, Van Persie driblou a zaga e disparou forte de direita, mas o arqueiro fez mais uma grande defesa.

Keylor Navas fez grandes defesas durante toda a partida Foto: Getty Images


E não era mesmo a tarde de Van Persie: a dois minutos do fim, Sneijder cruzou com açúcar da direita, dando ao centroavante apenas o trabalho de bater de chapa e estufar a rede. O jogador do Manchester United, no entanto, furou feio.

Logo depois, mais um lance incrível: Blind cruzou da esquerda e a bola passou por toda a área sem ninguém encostar. Ela sobrou para Van Persie, livre, chutar rasteiro. Os torcedores holandeses já tinham gritado gol, mas ela desviou no pé de Tejeda, explodiu no travessão e voou para longe. Lance inacreditável, que levou o duelo para a prorrogação na Arena Fonte Nova.


Na prorrogação empate sem gols:

A estrela do goleiro costarriquenho voltou a brilhar logo no início da prorrogação, quando Vlaar desviou de cabeça após escanteio e o arqueiro foi buscar no canto. A Costa Rica, por outro lado, reclamou de um pênalti não marcado pela arbitragem.

O segundo tempo da prorrogação foi ainda mais emocionante e aberto. Os costarriquenhos finalmente se jogaram ao ataque e tiveram a chance de marcar em contra-ataque que terminou com finalização de Ureña, parada por boa defesa do goleiro holandês. Já a Holanda chegou ainda mais perto da vitória: aos 13 minutos, Sneijder acertou o travessão em forte chute de fora da área. A um minuto do fim, Van Gaal surpreendeu e trocou o goleiro apenas para a disputa por pênaltis. 

Holandeses comemorando a vaga na semifianais, após a defesa do goleiro Tim Krul Foto: Robert Cianflone/Getty Images



Ficha Técnica:

Holanda: Cillessen (Krul Min. 120+1), De Vrij, Vlaar, Martins Indi (Huntelaar Min. 106), Wijnaldum, Sneijder, Kuyt, Blind, Robben, Van Persie e Depay (Lens Min. 76).
Técnico: Louis Van Gaal.

COSTA RICA: Navas, Gamboa (Myrie Min. 79), Acosta, González, Umaña, Díaz, Tejeda (Cubero Min. 97), Borges, Bryan Ruiz, Bolaños e Campbell (Ureña Min. 66).
Técnico: Jorge Luis Pinto.

Gol: Não Houve (4 x 3 Pênaltis)
Estádio: Arena Fonte Nova/Salvador
Árbitro: Ravshan Irmatov (Uzbequistão)
Cartões Amarelos: J. Díaz (Min. 37), Umaña (Min. 52), Martins Indi (Min. 64), González (Min. 81), Huntelaar (Min. 111)
Público: 51.179

Copa do Mundo 2014: Argentina x Bélgica



Neste sábado (05), se enfrentaram pelas quartas de final da Copa do Mundo, as seleções de Argentina e Bélgica, buscando uma vaga na semifinal, As duas equipes começaram a partida e se estudando, tentando manter a posse de bola. Mas os Albicelestes venceram o bom time belga, por 1 a 0 com o gol de Gonzalo Higuaín no começo da primeira etapa. 

Com o resultado a Argentina volta a uma semifinal, após 24 anos, na ultima vez que participou foi na Copa de 1990 na Itália. Agora espera o vencedor de Holanda e Costa Rica que se enfrentam nesta tarde.


Higuaín enfim desecanta no Mundial:

O início da partida era bastante movimentado, com a equipe Argentina dando a iniciativa no meio de campo e procurando logo de cara uma jogada para abrir o placar. E bem rapidamente a pressão deu resultado. Aos oito minutos, Higuaín aproveitou desvio na defesa adversaria, acertou um lindo chute de primeira da entrada da área e abriu o placar, fazendo seu primeiro gol na Copa. 

O golpe sofrido obrigou a Bélgica a se lançar mais ao ataque. Os diabos vermelhos diminuíram um pouco a distância da posse de bola, mas arriscava mais de fora da área. De Bruyne tentou um chute de longa distância, e assustou o goleiro Romero. Aos vinte e cinco, o meia belga tentou novamente de fora da área e obrigou Romero a fazer linda defesa para salvar o empate.

Higuaín marca seu primeiro gol neste mundial Foto: Mathias Hangst/Getty Images


Aos trinta minutos veio um grande baque para os argentinos. Fazendo uma ótima Copa, Maria lesionou a coxa, tentou continuar, mas não conseguiu e saiu às lágrimas do gramado. Enzo Perez entrou em seu lugar. Na última grande chance do primeiro tempo, Mirallas cabeceou de peixinho no canto de Romero. A bola raspou a trave e foi para fora.


Belgas tentaram reagir na etapa final sem sucesso:

Na etapa final começou com os argentinos novamente no ataque, abandonando a postura mais cautelosa do fim da etapa inicial. E criou duas grandes chances para definir o jogo com Higuaín antes dos 10 minutos. Aos cinco, ele investiu pela linha de fundo pela direita, entrou na área e bateu forte. Van Buyten fez o desvio e quase mandou contra o próprio gol. Aos nove, o atacante do Napoli deu uma caneta em Kompany, entrou na área e bateu forte. A bola carimbou o travessão.

Preocupado com a falta de reação belga, Marc Wilmots resolveu colocar em campo os jogadores que se destacaram contra os Estados Unidos - Lukaku e Mertens. Mas o time continuava frágil na armação. Levava perigo somente em cruzamentos na área para Fellaini, que desperdiçou boa chance aos quinze minutos.

Jogadores argentinos comemorando a ida para a semi-final, depois de 24 anos Foto: Iam MacNicol/Getty Images


Criando poucas chances de perigo real para o gol de Romero, a Bélgica começou a se desesperar e passou a atacar de forma desorganizada. Perdida no meio lançava na área, à espera de um milagre que não veio. Para piorar, ainda tomava sustos na defesa. Aos quarenta e oito minutos, Messi perdeu chance incrível para matar o jogo, quando foi lançado sozinho e, cara a cara com Courtois, parou no goleiro belga.



Ficha Técnica:

Argentina: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay, Basanta; Mascherano, Biglia, Di Maria (E. Pérez Min. 33); Lavezzi (Palacio Min. 71), Messi, Higuaín (Gago Min. 81).
Técnico: Alejandro Sabella

Bélgica: Courtois; Alderweireld, Van Buyten, Kompany, Vertonghen; Witsel, Fellaini, De Bruyne; Mirallas (Mertens Min. 60), Hazard (Chadli Min. 75), Origi (Lukaku Min 59).
Técnico: Marc Wilmots

Gol: 1 – 0 Min. 8 Higuaín
Estádio: Arena Nacional/Brasília
Árbitro: Nicola Rizzoli
Cartões Amarelos: Hazard (Min. 53), Alderweireld (Min. 68), Biglia (Min. 75)
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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Copa do Mundo 2014: Prévia: França x Alemanha



França e Alemanha farão mais um capítulo de sua longa rivalidade nesta sexta-feira (04), às 13h, no Estádio do Maracanã.

Candidata ao título desde o início da Copa do Mundo, a Alemanha vai encarar uma França que cresceu durante a competição, principalmente após a goleada contra a Suíça por 5 a 2. Os alemães também não fizeram por menos, goleando Portugal por 4 a 0 durante a fase de grupos. 

Nas oitavas de final, as duas seleções tiveram bastantes dificuldades para derrotar os adversários africanos. Na prorrogação, a Alemanha bateu a Argélia por 2 a 1, em uma grande atuação dos argelinos, que ficaram perto em alguns momentos de tirar os favoritos. Já a França conseguiu vencer por 2 a 0 ainda no tempo normal a Nigéria, mas só marcou na parte final do segundo tempo.

E um dos palcos lendários do futebol, o Maracanã, vai receber uma rivalidade histórica, que remonta seu início no século XIX, com a Guerra Franco-Prussiana, passa pela Segunda Guerra Mundial e a tomada de Paris por Hitler e chega até a Copa do Mundo da Espanha, em 1982.

Depois de um tempo normal empatado em 1 a 1, a França marcou duas vezes na prorrogação e encaminhou a vitória, mas a Alemanha foi capaz de empatar e ainda garantir a vaga na final nos pênaltis, em jogo que ficou conhecido como a “Batalha de Sevilha” e que teve a dividida de Schumacher com Battiston, que deixou o francês desacordado em campo.


Seleção Francesa:

Os Bleus levam a questão em consideração. Veem na Alemanha uma equipe mais habituada a jogos desse tipo.

Fizemos uma grande Copa do Mundo e teremos um grande oponente agora. A Alemanha está acostumada a esses jogos. Tem mais experiência. Mas vamos dar de tudo – disse o técnico da França, Didier Deschamps.

A França já valoriza sua presença nas quartas de final. Não tinha certeza de que poderia esperar tanto. E lembra o fato de que equipes até mais favoritas que ela, casos de Itália, Inglaterra, Espanha e Portugal, já foram eliminadas.

É mais um passo nosso. Estamos nas quartas de final. Estamos focados nessa partida. Vamos passo a passo. Há algumas equipes, como a Espanha, que já foram para casa, mas outras, como a própria Alemanha, que estavam aptas a brigar pelo título e seguem na disputa – comentou o goleiro Lloris.
Karim Benzema que tem ascendência argelina envolveu-se em polêmica ao não cantar o hino nas partidas, fato já comum entre os descendentes franceses de outros países, mas mostrou em campo, com seus três gols, que foi capaz de assumir a lacuna deixada por Ribery, cortado por lesão dias antes da Copa.

França deve começar com Griezmann de titular Foto: Getty Images


Capitão de 98, Didier Deschamps está com a missão de comandar esta seleção e deve entrar com algumas mudanças. Antoine Griezmann deve ganhar a vaga de Olivier Giroud no ataque, após entrar bem durante a partida nas oitavas de final. Mamadou Sakho está recuperado e pronto para voltar ao time, mas Laurent Koscielny pode manter a vaga de titular ao lado de Varane.


Seleção Alemã:

Entre as favoritas no início, a Alemanha foi confirmando as chances do tetracampeonato no decorrer da Copa, mas não conseguiu mais repetir a grande atuação na estreia, que gerou uma goleada por 4 a 0 contra Portugal.

O empate contra Gana e a vitória magra sobre os Estados Unidos garantiram a primeira posição para enfrentar a Argélia, que seria um adversário tranquilo na teoria, mas se transformou em uma pedra no sapato, principalmente com a grande atuação do goleiro M’bolhi. A vitória por 2 a 1 foi construída na prorrogação e afastou qualquer possibilidade de eliminação precoce.

E se a França tem Benzema no ataque, a Alemanha tem Thomas Müller como homem de referência, que é um dos vice artilheiros da competição. Joachim Löw, que era assistente em 2006 quando essa geração começou a render os frutos na Copa em casa, hoje tem uma gama de bons jogadores nas mãos e, com um sistema ofensivo poderoso, tem uma grande arma para sair vitoriosa.

A opinião pública e especializada quer Lahm de volta à lateral direita. Sites de esportes no país criaram enquetes, todas com a maioria dos votos a favor do retorno do capitão da equipe à sua posição de origem. Ele atuou por ali durante parte do segundo tempo e toda a prorrogação diante da Argélia, pelas oitavas de final, em Porto Alegre, depois que o zagueiro Mustafi se lesionou. Coincidência ou não, a Alemanha cresceu de produção e venceu por 2 a 1.

Hummels volta equipe após uma febre que tirou o zagueiro do duelo contra a Argélia, Foto: Getty Images


É claro que há essa discussão na Alemanha. Todos querem saber onde Lahm vai jogar, se será no meio, direita ou esquerda. Mas o que está sendo discutido lá não tem influência aqui. Tomaremos a decisão correta, mas saibam que elas não são para sempre. Vamos nos reunir antes do jogo e buscar a melhor solução. Ele fez um grande trabalho na direita, como também fez no meio. Temos todas essas possibilidades e vocês vão ver, na sexta-feira, onde ele vai jogar.

Apesar disso, a defesa não é totalmente confiável e sofreu uma baixa importante, com o corte de Mustafi. Com Lahm jogando no meio-campo, Löw coloca quatro zagueiros na parte defensiva, mas ao menos terá a volta de Mats Hummels no coração da defesa, o que dá a consistência para segurar o adversário. Ainda não é certa a posição de Lahm no campo, mas Schurrle, depois do gol contra a Argélia, deve ganhar a vaga de titular. Götze e Özil, apesar de ter marcado também, podem ceder o seu espaço.



França: Lloris, Debuchy, Varane, Koscielny (Sakho) e Evra; Matuidi, Cabaye e Pogba; Griezmann, Valbuena e Benzema.
Técnico: Didier Deschamps.

Alemanha: Neuer, Boateng, Mertesacker, Hummels e Höwedes; Lahm, Schweinsteiger, Kroos e Özil; Schürrle e Müller.
Técnico: Joachim Löw.

Estádio: Maracanã/Rio de Janeiro
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Horário: 13h Horário de Brasília