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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Seleção da Copa do Mundo 2014


Muitos jogadores se destacaram bastante nessa copa, é quase impossível definir quem foi o melhor goleiro por exemplo. Alguns deixaram a desejar em certos momentos, outros foram decisivos ao levar sua seleção ao máximo possível. Ai vai a nossa seleção da Copa do Mundo, num 4-3-3.

Goleiro: Keylor Navas
- Levou a pequena Costa Rica até as quartas de final, sofreu apenas um gol no torneio e fez defesas espetaculares que nos faziam querer voltar e ver novamente.

Lateral Direito: Philip Lahm - Na primeira fase atuou bem como volante, no mata-mata foi decisivo na lateral direita, consertou o problema defensivo da Alemanha e a levou rumo ao título e tendo a honra de levantar a taça.

Zagueiro: Mats Hummels - Um dos principais nomes da defesa alemã, fez o gol que classificou sua seleção as semis e foi fantástico nos desarmes e nas interceptações.

Zagueiro: De Vrij - Sua inexperiência foi jogada ignorada, e o jovem zagueiro holandês fez uma copa sensacional, principal nome lá atrás, salvando a Holanda muitas vezes. 

Lateral Esquerdo: Daley Blind - Surpreendeu a muitos nessa Copa, jogou como zagueiro, lateral e volante, mas se destacou mais como lateral esquerdo e foi o líder de assistências da Holanda nessa Copa.

Volante: Bastian Schweinsteiger - Quando saiu do banco e voltou a ser titular mudou a cara da Alemanha, foi um dos grandes nomes responsáveis por levar sua seleção ao tetra campeonato.

Meia: Toni Kroos - O responsável pela criação de jogadas da Alemanha, o melhor jogador de sua seleção nessa copa, um dos líderes de assistências, suas grandes atuações quase lhe renderam o prêmio de melhor da Copa.

Meia: James Rodríguez - Principal nome da sua seleção, fez os colombianos ignorarem a ausência de Falcao, foi o artilheiro da Copa com 6 gols e levou a Colômbia a inédita quartas de final.

Ponta Direita:  Thomas Müller - Um dos principais nomes da Alemanha na Copa, vice artilheiro com 5 gols, autor do gol que deu a sua seleção o primeiro lugar da chave, e autor do gol também que desmoronou os brasileiros no inesquecível 7X1.

Centroavante: Karim Benzema - Levou sua seleção até onde podia, acabou parando nas quartas, teve dois gols legais, não legalizados, foi o artilheiro da sua seleção com 3 gols.

Ponta Esquerda: Arjen Robben - Nome responsável pelo 3º lugar da Holanda, levou sua seleção ao primeiro lugar da chave em um dos grupos da morte, e jogou o suficiente para ser eleito pelo povo o melhor da Copa.

Melhor Goleiro: Keylor Navas
Revelação:  Paul Pogba
Melhor Jogador: Arjen Robben

Seleções que surpreenderam em 2014

  
 A Copa do Mundo de 2014, acabou ontem, mas com certeza ela continuará viva, na mente de vários amantes do futebol. Essa foi a copa das surpresas, ocorreram fatos inéditos nessa copa, posso dizer também, que foi a copa dos goleiros, vários goleiros conseguiram destaque na competição. O que mais surpreendeu nessa copa, foi o bom futebol que apresentaram as seleções com menos tradição.


   Uma dessas seleções foi a Costa Rica, a seleção Costa Riquenha chegou na Copa como zebra, estava no grupo com três campeões mundiais, e quase ninguém acreditava, na classificação da Costa Rica. E para surpresa de todos, a Costa Rica, se classificou na fase de grupos, e foi até as quartas de finais, sendo eliminada nos pênaltis pela Holanda. A Costa Rica apresentou um bom futebol, uma seleção calma, que trocava bons passes, e que apresentou bons jogadores, como Campbell, Brian Ruiz, e o goleirão Keylor Navas.

  A Argélia, foi outra seleção, sem muita tradição no futebol, que foi bem na Copa de 2014, apresentou bom futebol nas eliminatórias, conseguindo se classificar no grupo H em segundo. Nas oitavas de final, a Argélia encarou a pedreira da Alemanha, não conseguiu se classificar, mas apresentou bom futebol, levou perigo ao gol de Neuer e ainda conseguiu levar o jogo para Prorrogação. A Argélia teve jogadores que se destacou na copa, como M'Bolhi, Brahimi , Feghouli e Slimani.

  A Colômbia, também foi uma seleção que surpreendeu a todos, a seleção colombiana conseguiu se classificou na frase de grupos invicta, com três vitórias,  a  Colômbia foi eliminada só nas quartas de finais, para o Brasil. Os jogadores colombianos que mais se destacaram foram o goleirão Ospina, Cuadrado, e craque James Rodríguez.


domingo, 13 de julho de 2014

Copa do Mundo 2014: Alemanha x Argentina



Neste domingo (13), se enfrentaram pela grande final da Copa do Mundo 2014, as seleções de Alemanha e Argentina no estádio do Maracanã na cidade do Rio de Janeiro. Em partida realmente foi uma decisão nervosa, equilibrada e muito disputada, com uma Argentina marcando forte e a Alemanha dominando a posse de bola e martelando incessantemente no ataque, ainda que sem grande precisão.

No fim, porém, a melhor campanha da segunda Copa realizada no Brasil foi coroada com o título, o primeiro de uma seleção europeia em um Mundial disputado num país sul-americano. A conquista veio apenas no segundo tempo do tempo extra, com um golaço marcado por Mario Götze: 1 a 0.
Com o resultado a Alemanha conquista o tetra campeonato e se iguala a Itália com quatro títulos. Os outros títulos da Alemanha aconteceram nos anos de 1954, 1974 e 1990. A campanha dos alemães teve seis vitórias e um empate.


Bola na trave e gol anulado na etapa inicial:

A Alemanha teve um problema de escalação de última hora, quando Khedira sentiu uma fisgada na panturrilha direita durante o aquecimento, obrigado Löw a escalar Kramer, jogador do Borussia Mönchengladbach. A Alemanha deu a saída de bola e mostrou desde cedo maior iniciativa ofensiva, trocando passes de pé em pé diante de uma Argentina armada defensivamente para explorar contra-ataques, com mais objetividade.

E foram os argentinos que chegaram com perigo pelo primeira vez, justamente em um contra-ataque veloz, aos três minutos. Lavezzi ganhou na disposição de Hummels na direita, e após errar passe viu a bola sobrar com o centroavante Gonzalo Higaín. O jogador do Napoli bateu cruzado, rasteiro, e viu a bola passar perto do pé da trave direita de Neuer.

Aos oito minutos foi a vez de Lionel Messi aparecer pela primeira vez na partida, ao arrancar em velocidade pela ponta direita, ganhar da marcação alemã, e tentar jogada da linha de fundo.
Schweinsteiger cortou com precisão a bola que buscava Perez, postado na marca do pênalti.

Lavezzi tentando escapar dos marcadores alemães Foto: Julian Finney/Getty Images


O lado esquerdo da defesa alemã sofria com a insistência argentina no setor. Aos 10 minutos Zabaleta não encontrou dificuldades para se arriscar na ponta direita e cruzar para a grande área. A bola percorreu a trajetória sem ser incomodada, para desespero da torcida Albiceleste.

Aos 20 minutos um lance capital para a decisão: Toni Kroos, meia apontado pela Fifa como melhor jogador da competição até as semifinais, errou bisonhamente ao recuar de cabeça na intermediária. A bola caiu nos pés de Higuaín. Completamente livre, o argentino teve tempo de invadir a área, armar o corpo para a batida, mas na hora da conclusão pegou muito mal na bola. O chute saiu fraco, passando à direita do goleiro Neuer. Desespero argentino e alívio alemão.

Aos 27 minutos a Alemanha novamente arriscou boa jogada pela direita, com cruzamento de Lahm. O 'camisa '6' busca Müller, livre na área. Mas novamente o bandeirinha marca impedimento.
Novamente Higuaín viveu um drama particular. Aos 29 minutos o centroavante recebeu em posição irregular cruzamento de Lavezzi e bateu com a esquerda para vencer Neuer. No entanto o bandeirinha acertou e anulou o gol argentino, para desespero de Higuaín, que já comemorava o seu gol.

No minuto seguinte Löw foi obrigado a tirar o volante Kramer, desnorteado após receber uma ombrada na cabeça de Garay. O técnico alemão optou pela entrada do atacante André Schurrle, do Chelsea.
Apesar da forte marcação argentina, os lances mais violentos do primeiro tempo foram da equipe alemã. Schweinsteiger e Höwedes receberam cartões amarelos merecidos.

Aos 36 minutos foi a vez da Alemanha partir para o contra-ataque pela primeira vez, e Özil cruzou para Schürrle bater de primeira. Romero fez belíssima defesa, mostrando porquê a Argentina sofreu tão poucos gols no mundial. Mas novamente o bandeirinha apontou impedimento na jogada, do meia Özil.

Mascherano, um dos melhores argentinos na Copa inteira, errou na saída de bola  e deu novo contra-ataque para a equipe alemã. Müller encontrou Özil na meia lua, e o meia do Arsenal visualizou com maestria a chegada de Toni Kroos pela esquerda. Özil rolou para chute forte de Kroos. Romero agarrou o chute rasteiro aos 42 minutos.

Nos acréscimos a Alemanha chegou com o maior perigo: em cobrança de escanteio pela direita, Lahm mandou bola na cabeça de Höwedes. A cabeçada veio muito forte e explodiu na trave esquerda de Romero. No rebote bateu nos pés do impedido Thomas Müller, paralisando o lance.


Setor defensivo foi o grande destaque das duas equipes:

O segundo tempo começou com mudança na Argentina: Lavezzi deu lugar a Aguero. Logo aos 2 minutos, o time criou grande chance com lançamento em profundidade para Messi, que invadiu a área pela esquerda e bateu cruzado, mandando a bola rente à trave. O jogo ficou mais truncado, com as equipes disputando cada centímetro do gramado, cada segundo da posse de bola. As chances de gol ficaram escassas.

As faltas ficaram mais duras, e o árbitro começou a distribuir cartões amarelos em meio a discussões e provocações. Talvez pela exaustão física do Mundial, os erros ficaram mais comuns. Aos 26 minutos, por exemplo, Schurrle recebeu em grande condição entre a zaga argentina e dentro da área após troca de passes na intermediária, mas adiantou demais e deixou fácil para a saída de Romero.

A segunda etapa foi com as duas defesas indo muito bem na marcação Foto: Getty Images


Alejandro Sabella tirou Higuaín aos 32 minutos e colocou Palacio para tentar agitar o ataque argentino, mas foi à Alemanha que passou a chegar mais na frente. Aos 37min, Schurrle recebeu lançamento na ponta direita, invadiu a área e rolou para o meio, onde Kroos chegou batendo forte, mas a bola foi para fora. Joachim Low fez a segunda alteração com Götze no lugar do exausto Klose. Aos 47 minutos, ele recebeu bola em contra-ataque, mas se precipitou e chutou de longe, rasteiro e fraco. A partida foi para a prorrogação.

Gotze fez um belo gol e deu o Tetracampeonato para a Alemanha:

Logo no primeiro minuto da prorrogação, os alemães assustaram os Hermanos. Schürrle chutou forte da entrada da área e Romero fez mais uma grande defesa para evitar.
A Argentina devolveu aos sete minutos. Palacio recebeu bola livre na entrada da área, mas tentou encobrir Neuer e mandou para fora.

Mario Gotze comemorando o gol do titulo que deu o tetra para a Alemanha Foto: Ian MacNicol/Getty Images


Mas, aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação, finalmente a bola entrou pra valer. Após lançamento pela esquerda, Gotze invadiu a área e tocou no canto esquerdo de Romero, que desta vez nada pode fazer. Foi o gol que garantiu o quarto título de Copa do Mundo para a Alemanha.

Alemanha conquista seu quarto titulo mundial, depois de 24 anos Foto: Martin Rose/Getty Images



Ficha Técnica

Alemanha: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels, Howedes; Kramer (Schurrle Min. 32), Schweinsteiger, Kroos; Ozil (Mertesacker Min. 120), Muller; Klose (Gotze Min 88).
Técnico: Joachim Low

Argentina: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay, Rojo; Mascherano, Biglia, E. Perez (Gago Min.86); Lavezzi (Aguero Min. 46), Messi, Higuaín (Palacio Min. 78).
Técnico: Alejandro Sabella

Gol: 1 – 0 Min. 113 Gotze
Estádio: Maracanã/Rio de Janeiro
Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)
Cartões Amarelos: Schweinsteiger (Min. 29), Howedes (Min. 34), Mascherano (Min. 64), Aguero (Min. 65)
Público: 74.738

sábado, 12 de julho de 2014

Reeditando a final pela terceira vez, Alemanha e Argentina duelam pelo título da Copa do Mundo 2014


É chegado o grande dia, a decisão da Copa das Copas. Neste domingo (13), Alemanha e Argentina duelam pelo título de Campeã do mundo. Os alemães buscam o tetra, já os hermanos tentam seu terceiro título. A final ocorrerá no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. A bola rola às 16h horário local e terá o tri italiano arbitrando a partida, comandados por Nicola Rizzoli.

No confronto a vantagem é levemente favorável aos sul-americanos. Foram 6 jogos em Copas do Mundo, 3 vitórias dos europeus, 2 empates e 1 vitória argentina. Amistosos totalizam 12: 3 triunfos alemães, 2 empates e 7 vitórias dos hermanos. Ocorrem mais dois jogos, uma vitória da Argentina no Mundialito da Fifa e um empate na Copa das Confederações. Sem falar que essas seleções protagonizaram duas finais, em 1986 deu Argentina, em 1990 veio a revanche.

No México, o Estádio Azteca recebeu mais uma final, 16 anos antes os mexicanos viram o Brasil conquistar o tricampeonato. Naquele 29 de junho de 1986, a Argentina conquistava seu segundo título de campeão mundial. 114 mil pessoas acompanharam a final, o resultado foi 3 a 2. Aos 23 minutos, José Luis Brown abriu o placar, na segunda etapa Valdano ampliou. A Alemanha correu atrás, Rummenigge e Völler empataram. Aos 40 minutos, Maradona deu ótimo passe para Burruchaga que marcou o gol da vitória.

A revanche da Alemanha veio quatro anos depois, O Estádio Olímpico de Roma foi o palco. A Argentina estava na retranca, buscando os contra-ataques. No fim do jogo, Matthäus achou Völler que acabou derrubado por Sensini dentro da área. Na cobrança do pênalti, Brehme balançou as redes. Mónzon e Dezotti ainda acabaram expulsos e os alemães venceram seu terceiro mundial.

Nesta Copa, as duas equipes tem campanhas parecidas. Passaram em primeiro nos seus grupos, sendo que a Argentina conseguiu os 100%, a Alemanha empatou com Gana. Precisaram da prorrogação para passar pelas oitavas de final. Ganharam de 1 a 0 nas quartas de final. Na semi, os europeus venceram o Brasil por 7 a 1, placar surpreendente até mesmo para os alemães. A alviceleste precisou dos pênaltis para derrubar a Holanda.

Fatos Importantes
  • Alemanha consegue sua oitava final em copas. Mais do que qualquer outra nação;
  • Já a Argentina está em sua quinta final;
  • Esta é a 10ª vez em que equipes sul-americanas e europeias se enfrentam em finais, a vantagem é nossa, 7 títulos para a América do Sul;
  • Os últimos confrontos entre eles foram em quartas de finais de Copas, a Alemanha levou a melhor nas duas, em 2006, 1 a 1 e 4 a 2 nos pênaltis. Na Copa seguinte, 4 a 0 fora o show;
  • Só Lothar Matthäus (25) jogou mais vezes que Klose (23);
  • Klose é o único dos elencos que disputou uma final de Copa, ele esteve em 2002, quando perderam para o Brasil por 2 a 0;
  • Apenas Tim Howard (27) conseguiu mais defesas que Neuer (23) neste Mundial;
  • Angel Di Maria ou Sami Khedira podem se tornar o 10º jogador a vencer a Champions League e a Copa do Mundo na mesma temporada, Roberto Carlos é o único brasileiro da lista.
  • Pode ser o primeiro título da Alemanha unificada, em 1990 ainda jogou como Alemanha Ocidental.

Em busca do tetra, Alemanha tenta ser a primeira seleção europeia a vencer nas Américas

A Alemanha não deve ir a campo muito diferente da partida passada. Lahm deve ser mantido na lateral direita, Klose tem muitas chances de começar na equipe titular e se não for bem, André Schürrle entra no segundo tempo. Hummels foi substituído no jogo contra o Brasil para ser preservado e deve volta a estar entre os 11.

Esse confronto é o que mais se repetiu em finais de Copas do Mundo, será a sétima vez entre essas equipes. Sendo a terceira final. Em finais nas américas, nenhuma seleção europeia venceu. Em 1930 e em 1950 o Uruguai ficou com a taça. No Chile, em 1962 deu Brasil. Assim como em 1970 no México. A Argentina levou em casa e na outra Copa do México. Nos Estados Unidos deu a seleção canarinho.

Sobre os adversários, Bastian Schweinsteiger enalteceu o time argentino: “Acho que temos que ficar tranquilos, ser pacientes. E a Argentina para mim é um time excelente, que merece estar na final. Eles têm jogadores como Messi, Di María, Agüero, Mascherano, que foi o líder dessa matilha. Eu lembro de ver o jogo contra a Holanda quando ele segurou o ataque e a disputa com Robben. Conseguiu naquela dividida evitar o gol.”

A atual geração alemã é uma das melhores, conseguiu um bom resultado em 2006, quando passavam por uma grande transição. Quatro anos depois ficaram novamente em terceiro e em 2014 não querem deixar o título escapar.

“Após 2004, após a Eurocopa, nós conseguimos rejuvenescer o time com Klinsmann e Löw. Então, depois, nós criamos jogadores como Müller, Marco Reus, Mario Götze e muitos outros que gostaram disso. E agora estamos colhendo os frutos de todos esses investimentos e esforços. Em Munique vimos Van Gaal e Pep Guardiola, dois técnicos que expandiram os horizontes. Aprendemos muito com eles”, disse o camisa 7.

Löw afirmou que não tem medo de nada, e que a Argentina não é só Messi: “Não temo nada. Porque eu sei que vai ser um jogo entre duas seleções que já tiveram duelos fascinantes no passado. Durante torneios ou em amistosos, nós já vimos isso. A Argentina nessa competição mostrou rendimentos excelentes. Eles foram organizados, bem compactos e apresentaram defesa mais forte que em 2010. Esse time não é só Messi.”

E se chegar a uma disputa por pênaltis? Löw quer decidir no tempo normal: “Em primeiro lugar esperamos não chegar à decisão por pênaltis. Queremos decidir antes. A disputa por pênaltis depende de tantas coisas. Para o jogador que vai cobrar é uma enorme pressão. Isso envolve todos os jogadores. Os goleiros também, é claro. Agora, todos os goleiros se preparam para a decisão por pênaltis.”

Fique de olho – Bastian Schweinsteiger: O volante de 29 anos já jogou as Copas de 2006 e 2010, conquistando o terceiro lugar nas duas. Neste ano ele sofreu com algumas lesões, atuou em 4 jogos no Mundial e ainda não balançou as redes. Esse é o jogo ideal para que ele desencante e ajude sua seleção a conquistar o título.

Di Maria pode atuar na final; Sabella quer partida perfeita

Depois de estar quase cortado, o meio campista Di Maria começou o último treino entre os titulares neste sábado (12), em São Januário. Durante os minutos abertos a imprensa, o jogador do Real Madrid se juntou a Messi e Lavezzi durante o aquecimento. A lesão na coxa direita não incomoda mais, mas resta saber se há condição de jogar 90 ou até 120 minutos. A duvida é se Sabella vai mesmo começar com Di Maria entre os titulares, caso não Enzo Perez segue na equipe.

O técnico falou sobre os rivais e o que fazer no jogo: “Temos que fazer uma grande partida, com muita concentração, ocupar os espaços rápidos. Não podemos deixar a bola para a Alemanha. É um time muito forte, o que mais chega em decisões, junto com Brasil e Itália. Um time que usa muito bem os espaços na defesa, os avanços dos laterais, principalmente o Lahm. Teremos que fazer uma partida prefeita.”

O que fazer para incentivar os atletas? “É uma partida em que não se necessita motivação. É algo que se motiva só pelo fato de jogar uma final, não há maior. Mas sempre há uma coisinha para buscar para entrar um pouco mais ciente de um momento tão importante.”

Sobre uma possível entrada de Di Maria na final, ele disse: “Vamos saber hoje. É um dia fundamental para ver como ele melhorou. Vamos fazer um trabalho especial e vou ter um panorama melhor.”

Comparação com 1986: “Esperamos que o resultado seja o mesmo. Estava no Grêmio na época da final, em pré-temporada em Gramado ou Canela. Mas já passou muito tempo. Há um certo grau de comparação e esperamos que a situação se repita contra um rival tão forte.”


Fique de olho – Lionel Messi: Esta final pode ser a partida que colocará Messi de vez entre os melhores jogadores de todos os tempos, em caso de título. Seria a consagração, mesmo uma fase não muito boa em sua carreira. Consequentemente venceria o premio de melhor do mundo da Fifa.

Ficha Técnica

Partida: Alemanha e Argentina. Jogo válido pela fina da Copa do Mundo da Fifa 2014;
Estádio: Maracanã (Rio de Janeiro);
Horário: 16h
Árbitro: Nicola Rizzoli;
Assistentes: R. Faverani e A. Stefani;
Quarto Árbitro: Calos Vera

Prováveis escalações

ALEMANHA: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels, Howedes; Schweinsteiger, Khedira, Muller, Kroos, Ozil; Klose.

ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Garay, Demichelis, Rojo; Mascherano, Biglia, Perez; Messi, Higuain, Lavezzi.

Copa do Mundo 2014: Brasil X Holanda


Neste sábado (12), o Brasil e a Holanda se enfrentaram no estádio Mané Garrincha, numa disputa pelo prêmio de consolação do terceiro lugar. A laranja mecânica ganhou por 3X0 e fez os torcedores brasileiros sentirem vergonha novamente.

Curiosidade: A Holanda utilizou todos os 23 jogadores nesta copa, e o Brasil utilizou todos seus jogadores de linha nesta copa, ao total 21. 

Domínio e gols da Holanda
Como o Brasil entraria em campo emocionalmente? Essa era a grande incógnita para os torcedores brasileiros. A Holanda começou melhor e logo no ínicio, Van Persie tocou pra Robben que ficou livre para avançar e na entrada da área, Thiago Silva cometeu pênalti no holandês, falta que deu a impressão que foi fora da área. Van Persie cobrou e marcou.

O Brasil ensaiava uma reação, a torcida apoiava o time, só que aos 17', David Luis falhou e deixou pra Blind, que sozinho mandou pro fundo das redes. E ficava a pergunta, outro vexame? Aos 21', Oscar respondeu, arriscou de fora da área, quase diminuiu e levantou a torcida brasileira.

Equilíbrio e jogo morno
A torcida era fundamental, estava apoiando bem o time e o dando motivação a reagir. Apesar do placar, Brasil e Holanda faziam um jogo equilibrado. Porém faltava alguém que fizesse a diferença no time brasileiro, Oscar era quem mais tentava fazer isso mas não conseguia escapar das faltas. Aos 41', a laranja mecânica assustou novamente com Van Persie que finalizou da entrada da área pra boa defesa de Júlio César.

O primeiro tempo terminou em 2X0 para a Holanda, que dominou os primeiros minutos e aproveitou falhas da defesa e do árbitro para fazer seus gols. O Brasil conseguiu equilibrar depois mas precisava de um diferencial para vencer. 

Jogo fraco e mais um gol da Holanda
Na volta do intervalo, Felipão tentou alterar o jogo colocando Fernandinho na partida. Nada mudou, o jogo continuou fraco. Com a Holanda esperando um contra-ataque mortal e o Brasil desesperado pelo empate. Falhando na criação de jogadas, Felipão colocou Hernanes no lugar de Paulinho pra ligar melhor a defesa e o ataque, e pra ter um passe mortal no ataque. Aos 59', Ramires limpou o defensor e da entrada da área quase diminui para a seleção canarinho.

Conforme o tempo passava, mais chato o jogo ficava, nenhuma das equipes criavam chances perigosas, a Holanda se defendia e jogava no contra-ataque, o Brasil ficava mais tempo no ataque porém nada criava, nada fazia. Aos 67', a torcida pediu pênalti de Blind em Oscar, o árbitro deixou passar e deu cartão ao brasileiro por simulação, acertou o argelino.

Nos últimos minutos, a Holanda fez mais um pra fechar a goleada, Wijnaldum recebeu cruzamento de Janmaat e mandou pro fundo das redes. Nessa hora já não havia mais brasileiro com muito orgulho e com muito amor.

O jogo terminou em 3X0 para a Holanda, outro vexame brasileiro, dessa vez não tão grande, mas para o tamanho do Brasil, injustificável.


 

























Ficha Técnica

Brasil:Júlio César; Maicon, Thiago Silva, David Luiz, Maxwell; Paulinho (Hernanes 56'), Luiz Gustavo (Fernandinho 46'), Ramires (Hulk 72'), Oscar Willian; Jô.
Técnico: Luis Felipe Scolari
Formação: 4-2-3-1

Holanda: Cillessen (Vorm 92'); Kuyt, Vrij, Vlaar, Indi, Blind (Janmaat 69'); Clasie (Veltman 89'), De Guzmán, Wijnaldum; Robben, Van Persie.
Técnico: Van Gaal
Formação: 5-3-2

Estádio: Mané Garrincha (Brasília/ Brasil)
Público: 68034

Árbitro: Djamel Haïmoudi (Argélia)
Gols: Van Persie (2'), Blind (17'), Wijnaldum (91')
Cartões Amarelos: Thiago Silva (2'), Robben (8'), De Guzmán (35'), Fernandinho (53'), Oscar (67')
Cartões Vermelhos: Não houve.


 

Em Brasília, Brasil e Holanda duelam pelo terceiro lugar da Copa do Mundo

No próximo sábado (12), às 17h, Brasil e Holanda se enfrentam no Estádio Nacional, em Brasília, na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo 2014. As eliminações deixaram um gosto amargo para ambos os lados e uma vitória, pode ser o prêmio de consolação para as duas equipes. O último confronto entre as seleções foi um amistoso em 2011, que terminou empatado em 0 a 0. O destaque vai para o alto número de cartões distribuídos durante o jogo, foram oito cartões amarelos e uma expulsão, a do brasileiro Ramires.

Após goleada histórica, brasileiros tentam evitar vexame ainda maior

Luiz Felipe Scolari Fred Luiz Gustavo Treino Seleção Brasileira Teresópolis 11/07/2014
Foto: Mário Farache/Mowa Press

Na última terça-feira (08), a Alemanha vencia o Brasil por 7 a 1 nas semifinais da Copa do Mundo e protagonizava o maior vexame da história da Seleção Canarinho. Depois disso, muito se especulou, seja sobre aspectos táticos da equipe e do próprio psicológico, que já estaria abalado pelas ausências de Neymar e Thiago Silva. Em entrevista coletiva, o técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, afirmou ter trabalhado o psicológico dos atletas: "Fizemos um trabalho para recuperar a parte psicológica de alguns, para terem perspectiva de jogar como uma grande desafio. Vamos tentar dar ao brasileiro pelo menos uma pequena alegria", sobre a escalação da equipe, o técnico confessou que fará mudanças para a próxima partida: "Vou fazer uma ou duas substituições em relação ao time que iniciou o jogo contra a Alemanha. Uma é por que entendo que a colocação desse jogador em um determinado setor do campo pode ser importante amanhã", afirmou.

Com as mudanças feitas por Felipão, poderemos ter alterações também no esquema tático. No treino que antecedeu a partida, o treinador fez algumas mudanças: sacou o trio de atacantes Bernard, Hulk e Fred e experimentou um 4-3-2-1. Apesar do treinador já ter confessado que realizou treinamentos apenas para confundir o adversário, este pode sim ser um indício do time titular, que pode vir mais solto para a disputa do terceiro lugar, e quem sabe, apagar a má impressão (ou parte dela) deixada na última terça-feira.  

Provável escalação: Júlio César; Maicon, Thiago Silva (c), David Luiz, Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Ramires; Oscar, Willian; Fred.

Fique de Olho - Oscar: O jovem meio-campista não vem aparecendo muito até então, muito pelo esquema tático utilizado pela seleção brasileira, porém, com uma provável mudança, Oscar pode se destacar mais, distribuindo bons passes e aproveitando contra-ataques, que foram a origem de seus dois gols nesta Copa do Mundo.

"Desmotivado", van Gaal faz críticas a disputa do terceiro lugar e pede por fair play


Foto: Reuters

Depois de ser eliminado nos pênaltis contra a Argentina, Louis van Gaal, treinador da Holanda, criticou duramente a realização da partida válida pelo terceiro lugar do Mundial: "Acho que esse jogo nunca deveria ser jogado, num torneio em que você jogou tão bem, acaba voltando pra casa como um perdedor. Só há um prêmio, e ele é a taça"; van Gaal também critivou a Fifa por ter um dia a menos de preparação do que o Brasil: "É injusto também por que temos um dia a menos do que o Brasil para nos recuperar, isso não é fair play, não são condições justas de jogo", afirmou.

A seleção holandesa não contará apenas com Leroy Fer para a disputa do terceiro lugar, com isso, van Gaal deve repetir o time que iniciou a partida contra a Argentina. Apesar de toda a badalação de seu trio ofensivo (Sneijder, Robben e van Persie), a Holanda não marcou gols nos últimos dois jogos, além disso, dos últimos cinco gols marcados pela Oranje, apenas um integrante deste famoso trio balançou as redes adversárias, foi Sneijder na partida contra o México.

Provável escalação: Cillessen; Kuyt, Vlaar, de Vrij, Martins Indi, Blind; Wijnaldum, de Jong, Sneijder; Robben, van Persie.

Fique de Olho - Stefan de Vrij: O zagueiro de 22 anos já é considerado uma promessa no cenário europeu e vem fazendo bons jogos nesse Mundial. Sempre preciso nos cortes, de Vrij além de bom zagueiro é também bom cabeceador e geralmente sobe ao ataque em jogadas de bola parada. Seu primeiro gol em mundiais veio junto com sua estreia na Copa do Mundo, foi o terceiro da goleada por 5 a 1 sobre a Espanha.

Confrontos são marcados por equilíbrio e muitos cartões

Durante toda a história de ambas as seleções, Brasil e Holanda se enfrentaram nove vezes, com três vitórias brasileiras, quatro empates e duas vitórias holandesas. Em Copas do Mundo, as equipes já se encontraram quatro vezes, com dois triunfos laranjas, um canarinho e um empate. A trajetória do confronto também é marcada pelo alto número de cartões distribuídos por jogo, só em Copas do Mundo, foram 19 cartões (17 amarelos e dois vermelhos) mostrados nos quatro jogos disputados entre as seleções, uma média de quase cinco cartões por jogo.  

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Copa do Mundo 2014: Holanda x Argentina



Nesta Quarta-feira (09), se enfrentaram pela semifinal da Copa do Mundo as seleções de Holanda e Argentina, no estádio Arena São Paulo na capital paulista, buscando classificação para a grande final. Em partida com forte marcação das equipes, o jogo foi para prorrogação, com duas defesas do goleiro Romero, em cobranças Vlaar e Sneijder deram para o time Albiceleste, levou os argentinos a final, depois de 24 anos.

Com o resultado a Argentina fará a grande final no próximo domingo (13), contra a Alemanha reeditando as finais de 86 e 90, no estádio do Maracanã. Já a Holanda vai disputar o terceiro e quarto lugar contra o Brasil, no sábado (12), em Brasília.


Jogo equilibrado e com poucas chances a gol:

O jogo começou extremamente equilibrado com as duas equipes saindo pouco para o ataque, mantiveram a partida mais tática, com forte marcação no meio campo, sem agressões das duas seleções que podem aproveitar um descuido de ambos. 

A equipe laranja teve sua primeira chance aos 13 minutos, o meia Sneijder aproveitou a sobra da defesa Albiceleste e mandou pra longe da meta de Romero. Os holandeses pouco saíram para o jogo e quando chegavam não conseguiam concretizar a gol. 

Holandeses e Argentinos fizeram uma primeira etapa abaixo do esperado Foto: Getty Images


O time argentino teve duas boas chances na primeira etapa, em cobrança de falta batida por Messi, o melhor do mundo bateu tirando do goleiro Cillessen que fez ótima defesa. Em seguida Lavezzi cobrou escanteio da esquerda e Demichelis livre cabeceou pra fora a chance do time argentino.
A etapa inicial teve poucos chutes a gol na partida, a boa marcação está sendo a boa arma das duas equipes que pouco fizeram.


As duas equipes mantiveram os placares zerados na etapa final:

A Holanda ficou a maior parte da partida com a bola no segundo tempo, invertendo o panorama do primeiro tempo. Enquanto Robben, ainda que timidamente, aparecesse mais para a partida, Messi acabou ficando preso de vez à forte marcação do time laranja, o que fez a sua presença praticamente não ser notada. Apesar disso, Romero não precisou trabalhar, já que Van Persie não teve oportunidades para finalizar.

Aos 38 minutos da etapa final, Rojo resolveu arriscar de longe e Cillessen não teve dificuldades para defender. Mesmo sendo um lance inexpressivo, foi uma das poucas tentativas de surpreender o time adversário. Nem o campo molhado foi capaz de mudar o ritmo do jogo e as equipes, aparentemente com medo de perder.

Messi tentando escapar da forte marcação do time larranja Foto: Getty Images


No final do jogo, Robben teve a oportunidade que esperou durante toda a partida, mas encontrou um dos melhores em campo, Mascherano, no seu caminho. Depois de um belo passe de Sneijder, o meia atacante invadiu a área com tranquilidade e armou o chute que poderia dar a vitória, mas o volante argentino, cirúrgico, travou na hora exata. O lance definiu o empate no tempo normal, que mostrou dois times bem armados, mas pouco objetivos.


Prorrogação amarrada e com decisão de pênaltis:

Na prorrogação seguiu com o mesmo estilo de jogo adotado nas duas etapas. A Argentina teve nos pés duas chances, mas desperdiçou ambas. A primeira com Palacio invadiu a área livre, mas perdendo o tempo de bola e tentando uma desastrada cabeçada que parou facilmente nas mãos de Cillessen. A segunda em chute de primeira de Maxi Rodríguez após ótima jogada de Messi, que também parou no goleiro.

Nos pênaltis, Messi, Aguero, Garay e Maxi Rodríguez marcaram, e o goleiro Romero garantiu a festa argentina ao defender as cobranças de Vlaar e Sneijder

Argentinos comemorando a passagem para a final Foto: Anadolu Agency/Getty Images


Ficha Técnica:

Holanda: Cillessen, Kuyt, Vlaar, De Vrij, Martins Indi (Janmaat Min. 46), Blind; De Jong (Clasie Min. 62), Wijnaldum; Sneijder, Robben, Van Persie (Huntelaar Min. 96) .
Técnico: Louis Van Gaal

Argentina: Romero; Zabaleta, Garay, Demichelis, Rojo; Mascherano, Biglia, Pérez (Palacio Min. 81); Lavezzi (M. Rodriguez Min. 100), Messi, Higuaín (Aguero Min. 82).
Técnico: Alejandro Sabella

Gol: Não Houve (2 x 4 Pênaltis)
Estádio: Arena São Paulo/São Paulo
Árbitro: Cuneit Çakir (Turquia)
Cartões Amarelos: Martins Indi (Min. 45), Demichelis (Min. 49), Huntelaar (Min. 105)
Público: 63.267