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sábado, 21 de junho de 2014

Copa do Mundo 2014: Nigéria x Bósnia

Nigéria vence, elimina Bósnia, e encaminha classificação


Ambas as seleções entraram em campo pressionadas, pois a Nigéria fizera um jogo pobre na primeira rodada diante de um fraquíssimo Irã, e saiu de campo com apenas um ponto contra o oponente mais fraco do grupo. Enquanto isso, a Bósnia teve uma atuação consistente contra a poderosa Argentina e lastimou-se por não ter conseguido beliscar um empate no Maracanã, o que seria de grande valor, tendo em vista a qualidade de seu adversário. Em outras palavras, a derrota culminaria – mesmo que não matematicamente em um dos casos – uma eliminação precoce.

Um jogo franco foi o que viu-se na primeira etapa, com a Nigéria usando e abusando da velocidade pelas pontas, principalmente pelo lado direito com Emmanuel Emenike. A Bósnia, por sua vez, tentava trabalhar a bola pelo centro, com a pelota sempre passando pelos pés do talentoso volante Haris Medunjanin e variando vez ou outra quando chegava ao lado direito para Izet Hajrović.

Na melhor das oportunidades dos bósnios na primeira etapa, Edin Džeko recebeu belo passe e já pressionado finalizou, e a bola encontrou as luvas de Vincent Enyeama, que espalmou para escanteio. A Nigéria chegou ao gol em ótima arrancada de Emenike que passou como um trator por Emir Spahić e rolou para o chute de Peter Odemwingie, a bola ainda passou por baixo das pernas de seu companheiro de clube (Stoke City), Asmir Begović. E o primeiro tempo foi encerrado com os nigerianos na vantagem.

A segunda etapa voltou, e a Bósnia vendo-se eliminada com o resultado momentâneo se posicionava no campo de ataque, já a Nigéria, sabiamente, se matinha recuada e esperava o contra-ataque pra matar o jogo, mas aos poucos foi ganhando campo e era quem mais aparecia no ataque, com Michael Babatunde e Emenike obrigando Begović a trabalhar em duas ocasiões.

Insatisfeito com o desempenho de sua equipe o treinador bósnio, Safet Sušić, efetuou as três substituições que lhe cabe ainda no início do segundo tempo, mas elas não surtiram o efeito desejado. Em contrapartida, a Nigéria voltava a assustar com arremates de fora da área. No último suspiro bósnio na partida, a bola foi levantada na área na direção de Džeko, que dominou e chutou de virada, mas a bola desviou em Enyeama e acertou a trave. Soou o apito final, a Nigéria derrotou a Bósnia pelo placar mínimo.

Com o resultado a Nigéria vê-se as portas da segunda fase, dependendo de um empate contra a Argentina ou um simples tropeço iraniano na última rodada para garantir sua vaga. Enquanto isso, a Bósnia está eliminada da competição, mas antes de voltar pra casa se despede contra o Irã.



FICHA TÉCNICA:

Nigéria: Enyeama; Ambrose, Yobo, Oshaniwa e Omeruo; Onazi, Obi Mikel, Musa (Ameobi, 65’) e Babatunde (Uzoenyi, 75’); Odemwingie e Emenike. Técnico: Stephen Keshi.

Bósnia: Begović; Mujdža, Šunjić, Spahić e Lulić (Salihović, 58’); Bešić, Medunjanin (Sušić, 64’), Pjanić, Hajrović (Ibišević, 57’) e Misimović ; Džeko. Técnico: Safet Sušić.

Gols: Odemwingie (29’).
Cartões Amarelos: Medunjanin (6’); Obi Mikel (81’).

Estádio: Arena Pantanal, Cuiabá-MT.
Data: 21/06/2014
Hora: 19h00 BRT.
Arbitro: Peter O’Leary (NZL).
Assistentes: Jan Hintz (NZL) e Mark Rule (NZL).
Público: 40499.

domingo, 15 de junho de 2014

Copa do Mundo 2014: Suíça derrota o Equador no apagar das luzes em Brasília


Integrantes de um grupo acessível, Suíça e Equador tinham pela frente um duelo que poderia decidir a segunda vaga no grupo, isso porque apesar de não ser cabeça-de chave, a França é franca favorita a primeira colocação do grupo.

Um jogo morno nos primeiros minutos, com o Equador abusando dos lançamentos longos em direção a Felipe Caicedo. Já a Suíça tinha como único recurso as investidas pelo seu forte lado direito com  Stefan Lichtsteiner. Só aos 12 minutos veio o primeiro remate, quando o camisa 10 suíço, Granit Xhaka, arriscou de média distância, com a bola passando ao lado da trave direita do goleiro Alexander Domínguez. Pouco depois a Suíça voltou a assustar em outras duas oportunidades, na primeira, Valon Behrami cabeceou nas mãos do goleiro, na segunda, Xherdan Shaqiri saiu da ponta, limpou a marcação cortando para o meio e finalizou, só que fraco, no centro, pra defesa fácil de Domínguez.

Antes da primeira meia hora de jogo, o veloz Jefferson Montero partiu pra cima de Lichtsteiner e sofreu falta, na cobrança Walter Ayowí colocou a bola na cabeça de Enner Valencia, que subiu sozinho e testou pra baixo, como manda o figurino, pra abrir o placar. Desde o gol só a Suíça atacava, e o Equador buscava marcar o segundo na base do contra-ataque. Sem conseguir se infiltrar na defesa equatoriana, a Suíça seguia rematando de fora da área ou tentado marcar em uma jogada aérea na bola parada, com os volantes Gökhan Inler e Behrami obrigando o goleiro do equador a trabalhar. E dessa forma terminou a primeira etapa. Suíça 0x1 Equador.

A Suíça voltou do intervalo com uma mudança, Admir Mehmedi no lugar de Valentin Stocker, e essa mexida surtiu efeito logo aos 2 minutos, quando em jogada muito semelhante ao gol equatoriano, um escanteio foi cobrado por Ricardo Rodríguez, e já dentro da pequena área Mehmedi cabeceou pra igualar o marcador. Nos minutos que se seguiram o Equador tomou as rédeas da partida, criando seguidas oportunidades com a dupla Montero e Enner Valencia. A Suíça voltou a assustar em um lance que houve gol mal anulado de Josip Drmic. Em outra ocasião Shaqiri invadiu a área e chutou forte na rede, só que pelo lado de fora. Com um jogo muito mais aberto na segunda etapa, Domínguez e Diego Benaglio estiveram ativos durante boa parte do tempo.

Já nos acréscimos, Antonio Valencia avançou em velocidade pelo flanco direito e tocou pelo meio para Michael Arroyo, que dominou mas demorou a finalizar e foi desarmado, a Suíça então saiu rápido no contra-golpe com Behrami, a bola foi aberta na esquerda com Rodríguez que cruzou forte e rasteiro pelo meio, Haris Seferovic antecipou os dois zagueiros pra marcar e por números finais ao confronto. Suíça 2x1 Equador.

A Suíça fez jus a condição de cabeça-de-chave ao estrear derrotando o Equador, nesse, que como em praticamente todos os jogos da fase de grupos, era um jogo de 6 pontos, e agora tem pela frente a França, sabendo que um empate pode ser bom resultado. O Equador sabe que sua tarefa agora é ainda mais complicada, terá que pontuar contra França se quiser sonhar em passar de fase.



FICHA TÉCNICA:

Suíça: Benaglio; Lichtsteiner, Djourou, Von Bergen e Rodríguez; Inler, Behrami, Xhaka, Stocker (Mehmedi, 46') e Shaqiri; Drmic (Seferovic, 74'). Técnico: Ottmar Hitzfeld.

Equador: Domínguez; Paredes, Guagua, Erazo e Ayowí; Gruezo, Noboa, Antonio Valencia e Montero (Rojas, 75'); Enner Valencia e Caicedo (Arroyo, 69'). Técnico: Reinaldo Rueda.

Gols: Mehmedi (47'), Seferovic (92'); Enner Valencia (21').
Cartões: Djourou (83'); Paredes (52').

Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília-DF.
Arbitro: Ravshan Irmatov
Público: 68351

sábado, 14 de junho de 2014

Copa do Mundo 2014: Chile vence a Austrália e deixa recado aos espanhóis

Chile e Austrália fizeram nesta sexta um grande jogo, principalmente por sua altíssima velocidade e intensidade. Os chilenos, aproveitando-se da fragilidade australiana, entraram em campo com uma formação bastante ofensiva, tinha no ataque Eduardo Vargas e Alexis Sánchez, no meio Marcelo Díaz, Charles Aránguiz, Arturo Vidal e Jorge Valdívia, - o que podemos considerar uma ótima equipe do meio pra frente - mas em contrapartida, sua defesa é bastante vulnerável, com zagueiros baixos que sofrem na bola aérea. A Austrália, por sua vez, tinha como principais triunfos seus velozes pontas, Matthew Leckie e Tommy Oar, além do veterano Tim Cahill no comado de ataque.

O Chile começou pressionando desde os primeiros minutos, e não demorou muito pra que conseguissem abrir o placar. Após boa trama entre o volante colorado Aránguiz e Alexis Sánchez, a bola sobrou para o atacante culé, que não exitou em finalizar para balançar as redes australianas. Poucos minutos depois, Sánchez voltou a protagonizar outro lance capital do jogo, quando arrancou pelo lado direito, fez a diagonal fintando quem vinha pela frente e, contando com a falha da defesa dos Socceroos, encontrou livre pelo centro o meia Valdívia, que ajeitou e com muita categoria bateu alto, no ângulo, sem chances para Matthew Ryan, fazendo assim o segundo dos chilenos.

A Austrália não se abateu e partiu pra cima dos chilenos buscando diminuir a desvantagem, e após cruzamento do lateral direito Ivan Franjić a bola encontrou a cabeça do centroavante, e grande esperança do povo australiano, Tim Cahill, que fez jus a fama de bom cabeceador, ganhando dos defensores adversários para diminuir o prejuízo. E o primeiro tempo acabou com o Chile melhor em campo e vencendo a Austrália por 2 a 1.

A segunda etapa iniciou na Arena Pantanal, como a primeira, bem movimentada, os chilenos trocavam passes e envolviam os australianos, que continuavam a utilizar como válvula de escape o excelente ponta direita Leckie, que de tanto correr, viera a sofrer com cãibra no final do jogo. Ambos treinadores (Jorge Sampaoli e Ange Postecoglou, de Chile e Austrália respectivamente) começaram a mexer nas equipes, Vidal foi um dos primeiros a deixar o gramado, e dada sua importância na seleção, é plausível que não esteja em sua melhor condição física.

Depois de trocarem figurinhas durante praticamente todo segundo tempo, o meia esquerda do Wigan Athletic, Jean Beausejour, se aproveitou de um rebote e disparou uma bomba  rasteira no canto de Ryan, que se esticou o máximo que pôde mas não alcançou a bola. Decretada vitória dos chilenos por 3 a 1 em uma noite memorável para Cuiabá.

O Chile fez o dever de casa, levando em conta que junto com Holanda e Espanha brigarão por uma das duas vagas nas semi finais, e todos contam com os 3 pontos diante da Austrália, que por sua vez, não deve conseguir muita coisa num grupo tão complicado.


FICHA TÉCNICA:

Chile: Bravo; Isla, Medel, Jara e Mena; Diáz, Aránguiz, Vidal (Gutiérrez, 60') e Valdívia (Beausejour, 68'); Vargas (Pinilla, 88') e Sánchez. Técnico: Jorge Sampaoli.

Austrália: Ryan; Franjić (McGowan, 49'), Wilkinson, Špiranović e Davidson; Jedinak, Milligan e Bresciano (Troisi, 78'); Leckie, Oar (Halloran, 69') e Cahill. Técnico: Ange Postecoglou.


Gols: Sánchez (12'), Valdívia (14') e Beausejour (92'); Cahill (35').
Cartões Amarelos: Aránguiz (86'); Cahill (44'), Jedinak (58') e Milligan (67').


Local: Arena Pantanal, Cuiabá-MT.
Arbitro: Desire Doue Normandiez.
Público: 40275.


sexta-feira, 13 de junho de 2014

Copa do Mundo 2014: Em atuação soberba, Holanda goleia atuais campeões


No que, teoricamente, seria o melhor jogo da fase de grupos, Espanha e Holanda reeditaram a última final da Copa do Mundo, e fizeram valer a expectativa que cercava esta partida, com um jogo repleto de gols e movimentado desde o início até o último instante.

As duas equipes começaram, como de costume, se estudando, até que aos 7 minutos, após belo passe para Wesley Sneijder, o meia saiu de frente pra Iker Casillas e finalizou em cima do goleiro espanhol, o que podemos considerar o primeiro indício de que os holandeses não se contentariam em assistir os espanhóis trocarem passes durante a maior parte do tempo. Em seguida, foi a vez da Espanha responder, com chute de Andrés Iniesta que saiu demasiadamente alto.

Antes dos 20, Diego Costa – vaiado sempre que tocava na bola - teve duas oportunidades, mas em ambas, não conseguiu finalizar como queria. Com espaços nas costas do lateral holandês Daryl Janmaat, a bola era lançada com freqüência na ponta esquerda, foi quando em um desses, um pênalti duvidoso foi assinalado sobre o atacante hispano-brasileiro, e então, com toda frieza, o volante Xabi Alonso assumiu a responsabilidade e bateu firme no canto direito de Jasper Cillessen pra abrir o placar.

A partir dos 30 a Holanda começou a dominar o jogo, mas aconteciam seguidos impedimentos do ataque holandês. Já no final da primeira etapa, depois de arrancada seguida de espetacular enfiada de bola do maestro Iniesta, o meia David Silva saiu na cara do goleiro e tentou rematar de cobertura, mas no reflexo, Cillessen desviou pra escanteio. No minuto seguinte, veio a resposta holandesa, quando com lançamento que mais parecia um passe, o ala esquerdo Daley Blind encontrou Robin Van Persie que cabeceou com perfeição pra encobrir o capitão espanhol e igualar o marcador antes do intervalo. O primeiro tempo acabou então com o placar de 1 a 1.

O segundo tempo começou debaixo de chuva, e aproveitando o gramado molhado, Iniesta arriscou de média distância quase complicando o goleiro holandês. Pouco depois, Daley Blind voltou a aparecer, aproveitando a fraca atuação de César Azpilicueta pra cruzar na medida pra Arjen Robben, que dominou, posicionou o corpo, e por capricho, driblou e deixou na saudade Gerard Piqué antes de finalizar, ainda contou com um leve desvio em Sergio Ramos pra balançar as redes espanholas e virar o jogo.

Vicente Del Bosque tentou reverter a situação colocando Fernando Torres e Pedro no jogo, o que não surtiu efeito, muito pelo contrário, a Holanda foi quem chegou ao terceiro gol, quando após falta cobrada por Sneijder, Van Persie dificultou a saída de Casillas - possivelmente faltosamente – e a bola chegou ao zagueiro Stefan de Vrij que cabeceou no canto baixo e aumentou a vantagem para 3 a 1 a favor da Holanda. E não parou por aí, mas antes do quarto, Van Persie acertou o travessão em finalização dificílima com a perna direita, o que poderia ter resultado em hattrick para o atacante do Manchester United, já que posteriormente, após pixotada de Casillas, que dominou mal o recuo, e entregou de bandeja para o camisa 9 holandês, que não perdoou, e de carrinho fez o segundo no jogo e transformou em goleada o duelo.

No quinto, pra coroar a atuação de gala de Robben, e como um todo, da Nova Laranja Mecânica, ele disparou de antes do meio-de-campo, ganhando na velocidade de Sergio Ramos, e com toque de crueldade, ainda driblou Casillas antes de sacramentar a vitória neerlandesa. Final de jogo, Espanha 1x5 Holanda.

Foi uma vitória maiúscula dos comandados de Louis Van Gaal, que além de adquirirem moral e respeito diante de seus futuros adversários, vê agora a classificação muito provável, enfrentando na próxima rodada a Austrália. A Espanha, por sua vez, terá um duelo de vida ou morte contra o Chile, não podendo mais perder pontos no grupo.

FICHA TÉCNICA:
Espanha: Casillas; Azpilicueta, Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Xabi Alonso (Pedro, 63'), Sergio Busquets, Xavi, David Silva (Fàbregas, 78') e Iniesta; Diego Costa (Torres, 63'). Técnico: Vicente Del Bosque.
Holanda: Cillessen; De Vrij (Veltman, 77'), Vlaar e Martins Indi; Janmaat, De Guzmán (Wijnaldum, 62'), De Jong e Blind; Robben, Sneijder e Van Persie (Lens, 79'). Técnico: Louis Van Gaal.

Gols: Xabi Alonso (27'). Van Persie 2x (44';72'), Robben 2x (53';80'); De Vrij (62').
Cartões: Casillas (65'). De Guzmán (25'), De Vrij (41'), Van Persie (66').

Local: Arena Fonte Nova
Arbitro: Nicola Rizzoli
Público: 48173